Pages

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Análise do Jogo - Arsenal 1 x 3 Bayern de Munique

Arsenal veio escalado na formação com três homens no meio-campo: Wilshere, Ramsey e Arteta, com o primeiro na frente dos dois. Nenhum centroavante de oficio. Walcott começou pelo meio, com Podolski pela esquerda e Cazorla na direita. Walcott vive sua melhor temporada pelo Arsenal e já jogou na Premier League nessa posição, então é uma decisão compreensível. Vermaelen, zagueiro de origem, jogou na lateral esquerda, já que os outros laterais encontram-se indisponíveis - André Santos, odiado pela torcida, vendido ao Grêmio.

Bayern com o time 100%. Mandzukic no comando de ataque. Ribery nominalmente na ponta esquerda, Muller na direita. No meio, Javi Martinez e Schweinsteiger formavam a base do meio-campo, e Toni Kroos flutuou entre a mesma linha desses dois e a linha de Mandzukic, sendo extremamente inteligente taticamente.

O time alemão começou com força total, jogando no Emirates Stadium como se fosse sua casa. A pressão na saída de bola do Arsenal foi intensa nos primeiros quinze 20 minutos, quando saíram dois gols alemães. Toni Kroos alinhava com Mandzukic, Schweinsteiger e Javi Garcia pressionavam os homens de meio-campo. O espanhol, tido como mais defensivo que o alemão, subia mais no campo do Arsenal, ajudando a roubar bolas no ataque, sendo incrivelmente energético, e justificando a sua contratação milionária.

Uma caracteristica marcante da construção de jogadas alemãs era a movimentação de Ribery, muito semelhante a que ele desepenhou no amistoso da França contra a Alemanha. Ele sai da posição tradicional na ponta esquerda e vem para o meio, trabalhar as costas do volante. Toni Kroos é o responsável por cobri-lo nesse momento, mantendo o equilibrio da equipe. Em uma dessas jogadas, logo aos sete minutos, o francês recebeu de Schweinsteiger na meia-esquerda, abriu com Muller, que cruzou para o gol de voleio de Toni Kroos.

Mesmo após o primeiro gol, o time alemão não relaxou na marcação pressão e continuou buscando agredir o Arsenal, ganhando uma série de escanteios e faltas. O time londrino parecia nervoso e acuado, apelando para faltas feias para parar o time alemão. Nas poucas ocasiões em que o Arsenal ameaçou criar algo, foi com contra-ataques puxados por Theo Walcott, mas a falta de apoio, e de um finalizador nato, acabou por matar as jogadas naturalmente. Em um desses escanteios, cobrado por Toni Kroos, Thomas Muller fez o gol após cabeçada forte de Van Buyten. 2 a 0 no placar com 20 minutos de jogo fora de casa, nada mal para o time que acabou de contratar Josep Guardiola.

A partir daí, a estratégia de jogo do Bayern mudou. O time alemão recuou suas linhas, buscando aproveitar eventuais espaços deixados pela defesa inglesa para utilizar a velocidade de Ribery e Muller nos contra-ataques. Várias vezes Ribery se tornou o segundo atacante, com Kroos fechando pelo lado-esquerdo. Arsenal pôde tocar a bola e dominar a posse a partir daí, mas a impressão é que isso ocorreu apenas porque o Bayern deixou. Algumas boas jogadas criadas por Santi Cazorla e Sagna pelo lado direito, mas não o suficiente para ameaçar Neuer no primeiro tempo.


Com 10 minutos de segundo tempo, o Arsenal acha um gol de escanteio com Lukas Podolski. Esse gol deu algum ânimo ao time londrino, com 35 minutos de jogo restante. O time londrino continuou com a posse de bola, como no fim do primeiro tempo, e criou alguns projetos de oportunidades, especialmente com Wilshere, que fez uma boa partida, apesar de tudo.

Aos 17, Ribery deu lugar a Robben. O holandês começou jogando no lado direito, mas logo voltou a sua posição natural do lado direito. Entretanto, foi notável a sua aplicação tática, ajudando muito Philip Lahm na marcação, e dobrando sobre os pontas adversários. Muller foi jogar no lado esquerdo. Nesse momento, o time do Bayern não pressionava tanto, mas marcava bem e forte o time inglês, que cresceu no jogo após o gol.

Com a entrada, aos 25 minutos de jogo, de Giroud e Rosicky nos lugares de Podolski e Ramsey, o Arsenal muda sua estratégia. Walcott volta a sua posicional tradicional de ponta-direita, Cazorla cai pela esquerda e Rosicky pelo meio. Giroud se torna um ponto focal para os ataques londrinos. O efeito é imediato. Segundos após a alteração Walcott cruza pra Giroud que chuta a queima-roupa pra defesa atabalhoada de Neuer. Uma boa alteração ou algo que já deveria ser desde o inicio do jogo?

Jupp Heynckes reagiu a substituição de Arsene Wenger colocando Luiz Gustavo no lugar de Toni Kroos. O brasileiro entrou com a missão de acompanhar Rosicky no campo, efetivamente impedindo que o tcheco tivesse qualquer impacto no jogo. Schweinsteiger se adiantou para a posição de terceiro homem do meio-campo/segundo do ataque desempenhado por Kroos até então. Com o Arsenal desesperado pelo segundo gol, que seria o do empate, o Bayern encaixou o seu terceiro. Mandzukic matou uma bola no meio da defesa londrina e tocou para Robben. O holandês abriu driblando para a direita, esperou a ultrapassagem de Lahm e tocou para o alemão. Cruzamento que encontrou Mandzukic e finalmente o gol. Santi Cazorla, que jogava na ponta esquerda nesse momento, encontra-se quilômetros atrasado no lance, deixando o melhor lateral direito do mundo livre para fazer essa assistência.

Daí até o fim do jogo o Bayern continuou defendendo bem, com os pontas fechando bem os lados do campo. Nos momentos finais do jogo, foi o time alemão que manteve a bola no ataque. Fim de jogo Arsenal 1, Bayern Munich 3. Próximo jogo na Alemanha. Bayern de Munique praticamente garantido na próxima fase de Liga dos Campeões.


0 comentários:

Postar um comentário